A singularidade do Museu da Cidade de São Paulo reside na sua constituição física, pois, seu principal acervo é composto de exemplares arquitetônicos localizados em diversas regiões da cidade, diferentemente da forma mais tradicional de museu. Criado em 1993, por meio do Decreto nº 33.400 e vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, o museu organiza-se como um conjunto de treze edifícios e espaços históricos administrados pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). São casas construídas a partir do século 17, e até o século 20, preservadas pela municipalidade para propiciar a permanência da memória das técnicas construtivas – da taipa ao tijolo, do tijolo ao concreto - das modalidades dos assentamentos urbanos e rurais nas adjacências da cidade, dos modos de vida do paulistano: do aristocrata ao cidadão comum, do homem rural ao sertanista.

A vocação de cada espaço foi definida a partir da identificação de suas características arquitetônicas, localização e valor histórico, social e antropológico.
Dentro do núcleo original da cidade, consolidado em mapeamentos desde o século 18, é integrado pelo Solar da Marquesa de Santos, que é a sede da instituição, pela Casa Um, que abriga a Casa da Imagem de São Paulo destinada à difusão do acervo de negativos que registram as transformações urbanas da cidade desde o século 19 e pelo Beco do Pinto, onde podemos observar vestígios de escavações arqueológicas.

Integram também o Museu os seguintes espaços históricos: Casa do Tatuapé, Casa do Bandeirante, Casa do Sertanista, Sítio da Ressaca, Sítio Morrinhos, Capela do Morumbi, Monumento à Independência, Casa do Grito, Casa Modernista da Rua Santa Cruz e a Chácara Lane, que passou a integrar o acervo edificado em 2012 e que abriga o Gabinete do Desenho

O imóvel mais antigo deste acervo edificado é a Casa do Tatuapé, construída no século 17. Foi residência de imigrantes, no início do século 20 e, alguns anos mais tarde, sede de uma tecelagem – que fez do seu entorno uma vila. Dessa forma, a construção configura um registro do processo de expansão metropolitana que abrange o período industrial até a recente reestruturação econômica da cidade.

A Casa do Bandeirante, no Butantã, é um imóvel remanescente do final do século 18 e representa um encontro entre as culturas rural e urbana. Foi o primeiro espaço organizado com função museológica desse conjunto de exemplares arquitetônicos, na década de 1950, associado às comemorações do IV Centenário da Cidade. Atualmente cumpre também a função museológica de aporte da reflexão sobre a sociedade e o território paulista no período colonial, bem como sobre a figura do bandeirante, destacando seu desempenho na configuração geográfica da cidade com a abertura de novos caminhos.

A Casa do Sertanista, no Butantã (Caxingui) é uma casa rural paulista do século 18 que foi preservada pela Companhia City ao executar o loteamento da região, implantando uma praça ao redor do imóvel, a praça Ênio Barbato, permitindo assim ampla visibilidade do bem histórico.

A Casa do Sítio da Ressaca, construção do início do século 18, tem suas raízes vinculadas ao surgimento do bairro do Jabaquara. Atualmente, abriga atividades e iniciativas voltadas à memória da presença africana na região de São Paulo, bem como promoção de fazeres artísticos e artesanais.

O Sítio Morrinhos, na Casa Verde (Jardim São Bento), engloba elementos dos séculos 18, 19 e 20 e abriga também a sede do Centro de Arqueologia de São Paulo. Sua função é disseminar conteúdos científicos e históricos correspondentes à memória da arqueologia urbana paulistana.

A Capela do Morumbi teve sua configuração arquitetônica concebida pelo arquiteto Gregori Warchavchik em meados do século 20, a partir de ruínas de taipa de pilão de construção que fazia parte da antiga Fazenda Morumbi. Seu principal objetivo é abrigar exposições que estabeleçam relação entre a arte contemporânea e o patrimônio histórico.

Monumento à Independência e a Casa do Grito, ambos localizados no bairro do Ipiranga, retratam o contexto histórico do país nas primeiras décadas do século 19: o primeiro, de 1922, celebra o centenário da emancipação do Brasil; e a Casa do Grito, remanescente de técnicas construtivas do pau-a-pique, simboliza, por analogia, o momento em que o país declarou-se independente de Portugal.

Casa Modernista da Rua Santa Cruz, de autoria do arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik (1896–1972), projetada em 1927 e construída em 1928, é considerada a primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil. Integra o Museu da Cidade de São Paulo desde setembro de 2008 e tem como diretriz a preservação da memória das manifestações modernistas na cidade.

A Chácara Lane, que passou a integrar o museu a partir de 2012, é remanescente de uma antiga chácara paulistana construída no final do século 19 e uma importante referência histórica para a memória dos assentamentos urbanos na cidade. Naquele final de século os moradores mais abastados possuíam, além da sua moradia no núcleo urbano central, chácaras localizadas em áreas próximas do centro da cidade ou nos seus arrabaldes para o lazer familiar. A casa abriga a instituição Gabinete do Desenho destinada à discussão do desenho no seu sentido mais amplo e a extroversão da Coleção de Arte da Cidade, em especial as obras que têm como linguagem esta modalidade das artes visuais.

Além desse relevante acervo de bens arquitetônicos, o Museu da Cidade de São Paulo possui mais quatro acervos: acervo de negativos com registros das transformações urbanas na cidade, acervo de bens móveis e históricos, acervo arqueológico e acervo de história oral.

As ações do Museu da Cidade de São Paulo incluem, também, a organização de atividades museológicas, culturais e educativas permanentes, realização de exposições, publicações e eventos, bem como a implantação de projetos de uso especializado e qualificado desses espaços.

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