Unidade de Referências, Bens e Experiências (URBE).


Afonso Luz


O Museu da Cidade enfrenta há anos uma questão essencial ao seu funcionamento como instituição e à sua identidade como equipamento cultural-urbano: a dispersão no território de São Paulo. Espalhado por 17 pontos diferentes, coabitando edificações de escalas muito diversas e devido à ausência de uma sede central que reúna seus acervos, isto até aqui se apresentou como uma fragilidade. Contudo, numa atualidade dos modos de organização da escala contemporânea da vida nas Cidades, ainda mais em megalópoles como São Paulo, esse estabelecimento complexo de uma instituição museológica se torna uma oportunidade, principalmente se um Museu operar logicamente em rede e souber organizar seus ativos simbólicos e sua estrutura espacial otimizando recursos e aumentando sua oferta de bens culturais.


Um ponto crítico, além da dispersão que encontramos inicialmente, talvez o mais fundamental de todos em se tratando de um Museu, são os acervos também dispersos que a cidade estabeleceu ao longo de séculos de sua existência e de sua “política pública” de conservação de memória. Esses acervos sofrem com uma trágica dispersão, algo que quando não significa a destruição de itens valiosíssimos culturalmente, implica a perda de importância e a afirmação de seus valores próprios, principalmente por estarem esquecidos em depósitos e reservas técnicas. Um dos percalços daninhos dessa fatalidade é que muitas obras de arte e documentos acabaram sendo desconhecidos pelo público e a massa de bens acumulados, por mais importante que seja, sobrevive apenas como um conjunto de objetos inertes e sem sentido para a maioria dos cidadãos da cidade.


Esses bens que compõem o patrimônio de projetos de cidades, urbes que ao longo do tempo foram sonhadas e construídas aqui neste território, possuem um imenso valor humano e social. Essas cidades que formam São Paulo se acumularam com riqueza de tempos através de obras de arte, artefatos etnológicos, documentos arquitetônicos, imagens fotográficas, vestígios arqueológicos, arquivos históricos e registros de memória social. Uma imensidão de bens, milhões e milhares de itens que ainda hoje dizem tudo sobre nós, mesmo no silêncio das reservas técnicas. Precisamos ouvir as vozes desta história silenciada, amplificar sons e reverberar sentidos nas cidades. Precisamos ouvir o sentido da URBE.


Nesta direção, a falta de políticas convergentes entre o Arquivo Histórico e o Museu da Cidade, decorrentes de um inchaço desmedido do Departamento do Patrimônio Histórico criado a partir dos anos 70 na Prefeitura, mostram-se hoje uma calamidade. Já é de tempos a dificuldade de operarmos uma plataforma de pesquisa e difusão da memória urbana de São Paulo, em paralelo ao enorme desafio de regular a expansão e demolição da própria cidade em seu cotidiano de conflitos entre empreendimentos da sociedade civil e da necessidade de afirmação do interesse público.


Frente a isso, uma das formas de alterar esse quadro é a recomposição do escopo de atuação destas duas importantes instituições, sob uma nova matriz lógica de estruturação no território, criando na Secretaria Municipal de Cultura uma sistemática de gestão de acervos, dando vida ao projeto de Lei recentemente aprovado que desmembra o DPH e aponta outras direções complementares à sua política institucional. A criação administrativa e organizacional, dando expediente a esta nova Lei, vem com o Decreto Municipal em que o Governo Haddad e o secretário Juca Ferreira estabelecem o Departamento do Arquivo Histórico e do Museu da Cidade.


Assim, o ponto de partida é a circunscrição conceitual de universos de atuação do Museu e do Arquivo, dando maior capilaridade a suas presenças no território, gerando unidades curatoriais aos registros de memória urbana, dando vida aos elementos guardados no tempo, dinamizando a própria presença territorial dos seus equipamentos culturais, aprimorando a sistematização de coleções e atualizando os acervos com novas incorporações de bens, fazendo isso de forma integrada como Política Pública.


Como ponto de partida desta definição de foco cultural para suas iniciativas, definimos que o Museu da Cidade e o Arquivo Histórico se ocupam de sete campos semânticos estruturantes para sua atividade finalística, a saber:

1 – Arquitetura;
2 – Arte;
3 – Imagem;
4 – Antropologia;
5 – História da Cidade;
6 – Arqueologia Urbana;
7 – Memória Social.


Assim, o Arquivo Histórico tem liderança na produção de conhecimento e na geração de acesso aos bens culturais, tomando como referência os campos de História da Cidade, Memória Social e Arqueologia Urbana. Por sua vez, o Museu da Cidade referencia sua atuação a partir dos campos Arquitetura, Arte, Imagem e Antropologia. Temos um trivium e um quadrívium de disciplinas que compõem o horizonte de ação, para brincarmos com as fontes do passado que marcavam o humanismo e que estão na base de muitas de nossas instituições culturais.


Este escopo combinado das duas instituições passa então a balizar todo o desafio organizacional que se traduz no arranjo de cada URBE.


  • Para nossa meta de configurar um novo mapa de presença territorial e diálogo constante da memória com os públicos da cidade, a instituição lança mão de um conceito expresso num acrônimo, uma sigla que também sugere a leitura de uma palavra significativa: “URBE”.


    Esse conceito de URBE significa que reuniremos alguns edifícios e equipamentos por regiões, sendo em cada uma destas Unidades estabelecido um foco de Referência dominante para a sua atuação constante. Esta Unidade acabará promovendo a reunião de acervos e edificações sobre um mesmo propósito, bem como a apresentação curatorial dos Bens ali guardados. E isso de tal sorte que concebemos essa nova circunscrição de assuntos e acervos, como um lugar de experimentação e um laboratório de pesquisas, como unidades de Experiência onde podemos mergulhar na cidade.
    Assim, surge a sigla que significa: Unidades de Referências, Bens e Experiências “URBE”.


    Num primeiro recorte objetivo deste signo organizacional, poderemos enxergar esta nova modalidade de agrupamento dos equipamentos culturais do Museu e do Arquivo da seguinte forma:


    1 – URBE Bom Retiro | Casa Verde


    > foco de atuação da Unidade em História e Arqueologia da Cidade

    > campos semânticos de Referência: História da Cidade/ Arqueologia Urbana / Arquitetura

    > acervos de Bens reunidos: Arquivísticos e Arqueológicos

    > equipamentos de geração de Experiências: Pavilhão Ramos de Azevedo + Laboratório

    > Politécnica + Torre da Memória + Sítio Morrinhos + Conjunto Beneditino


    2 – URBE Sé | Tatuapé


    > foco de atuação da Unidade em Imagem e Espaço Histórico

    > campos semânticos de Referência: Imagem / Arte / Arquitetura

    > acervos de Bens reunidos: Fotografias e Dispositivos Técnicos de Imagem

    > equipamentos para geração de Experiências: Casa n.1 + Solar da Marquesa + Pavilhão
            Tamanduateí + Beco do Pinto + Casa Tatuapé + Torre do Pátio do Colégio


    3 – URBE Butantã | Morumbi


    > foco de atuação da Unidade em Arquitetura do Território

    > campos semânticos de Referência: Arte / Arquitetura/ Arqueologia

    > acervos de Bens reunidos: Sítios Coloniais e Instalações de Artes Visuais

    > equipamentos para geração de Experiências: Capela do Morumbi + Pavilhão Butantã na Praça Monteiro Lobato + Casa Bandeirante + Casa Sertanista


    4 – URBE Ibirapuera | Vila Mariana


    > foco de atuação da Unidade em Arte e Artefatos

    > campos semânticos de Referência: Arte / Arquitetura/ Antropologia

    > acervos de Bens reunidos: Coleção de Arte da Cidade, Edifícios Modernistas, Design Erudito e
            Popular, Acervo Etnológico e Folclórico

    > equipamentos para geração de Experiências: Pavilhão OCA-Ibirapuera + Pavilhão das
            Culturas-Ibirapuera + Casa Modernista da Rua Santa Cruz+ Pavilhão Gregori Warchavchik


    5 – URBE República | Higienópolis


    > foco de atuação da Unidade em Cultura Urbana

    > campos semânticos de Referência: Antropologia/ Imagem/ Arte

    > acervos de Bens reunidos: Centro de Memória do Circo, Moda e Indumentária, Arquitetura e
            Design de Mobiliário Urbano, Curadoria da Cidade

    > equipamentos para geração de Experiências: Galeria Formosa + Salão Almeida
            Júnior+Chácara Lane + Pavilhão Piolin (a ser construído no Largo do Paissandu)


    6 – URBE Ipiranga | Jabaquara


    > foco de atuação da Unidade em Memória Social

    > campos semânticos de Referência: História da Cidade/Antropologia/Memória Social

    > acervos de Bens reunidos: Fundos Particulares, Bibliotecas Especializadas e Brasil Império e
            Nação

    > equipamentos para geração de Experiências: Casa do Sítio da Ressaca + Pavilhão Jabaquara +
            Casa do Grito + Capela Imperial



    Desta forma, a URBE Bom Retiro-Casa Verde (1) e a URBE Ipiranga –Jabaquara (6) são articuladas sob a liderança institucional do Arquivo Histórico, tendo como seu horizonte o trívium História da Cidade, Memória Social e Arqueologia Urbana.

    Do mesmo modo a URBE Sé-Tatuapé (2), a URBE Butantã-Morumbi (3), a URBE Ibirapuera-Vila Mariana (4) e a URBE República-Higienópolis (5) são articuladas sob a liderança de uma política cultural e institucional do Museu da Cidade, tendo como seu horizonte o quadrívium Arquitetura, Arte, Imagem e Antropologia.

  • Para que este modelo de URBE funcione é necessário que tenhamos uma afirmação deste universo de desdobramentos na organização do trívium e do quadrívium que nos constitui disciplinarmente. Essa geometria tem seus vértices na consolidação de cada URBE como uma rede regional de equipamentos de guarda e extroversão de acervos, para que o adensamento topológico da instituição possa surgir no imenso mapa da cidade como um ponto consistente. Devemos pensar que a pontuação do território não é só um elemento físico, é também uma forma de visibilidade conquistada. Desta maneira, investimos numa articulação sistemática dos marcos espaciais de uma região para produzirmos um mapa de atuação, com focos especializados de memória urbana, para o que é necessário que desenvolvamos a política de Centros de Referência.


    Devemos pensar os Centros de Referência como uma oportunidade de diferenciação e de complementaridade em relação aos outros parceiros que estão presentes no território. Gerando sinergias e ganhos de desenvolvimento local, incluindo neste escopo também o desafio de gerar Formação, Estudos e Pesquisas de maneira integrada a outros institutos de ensino superior e do próprio campo cultural.


    Desta feita, o objetivo e a meta são a implementação de 10 centros de referência no território, o que nos daria o seguinte desenho de atuação:

    C1 – Centro de Memória do Circo | Pavilhão Piolin no Largo do Paissandu (URBE 5)| CMeC = Museu da Cidade.


    C2 – Centro de Arqueologia Urbana | Pavilhão Piratininga no Sítio Morrinhos (URBE 1) [parceria com MAE-USP] | CArU = Arquivo Histórico.


    C3 – Centro de Referência do Movimento Modernista | Pavilhão Gregori Warchavchik no Parque Modernista (URBE 4) [parceria com Museu Lasar Segal] | CReMM = Museu da Cidade.


    C5 – Centro de Referências e Estudos de Moda, Design e Arquitetura| Galeria Formosa e salão Almeida Junior (URBE 5) [parceria com SMDU e Secretaria de Governo + Conexão com a Praça Canteiro Escola] | CReEMoDeAr = Museu da Cidade.


    C6 – Centro de Estudos e Formação de Curadores | Chácara Lane (URBE 5) [parceria com DPH, Unifesp, PUC-SP, Mackenzie, Unesp e Senac] CEsFC = Museu da Cidade e Arquivo Histórico.


    C8 - Centro de Referência da Paisagem e da Experimentação Ambiental | Pavilhão Butantã junto à Casa Bandeirante + Casa Sertanista Caxingui (URBE 3) [parceria com instituto Lina Bo Bardi} | CRePEA = Museu da Cidade.


    C10 - Centro de Referência de Políticas Públicas | Torre da Memória+ Pavilhão Ramos de Azevedo (URBE 1)| CRePP = Arquivo Histórico.


    Panorama dos Centros de Referência combinado com cada URBE:

    (URBE1|C2+C10)
    (URBE2|C7+C9)
    (URBE3|C8)
    (URBE4|C3)
    (URBE5|C1+C5+C6)
    (URBE6|C4)

  • D1 – Pavilhão Ramos de Azevedo - Sede Administrativa (base Tiradentes da área Norte-Leste).

    D2 – Pavilhão Tamanduateí - Escritório Técnico Sé (base Pátio do Colégio da área Norte-Leste).

    D3 – Pavilhão Piolin – Núcleo Centro de Referências (base República da área Norte-Leste).

    D4 – Pavilhão Gregori Warchavichk - Parque Modernista (base Vila Mariana da área Sul-Oeste).

    D5 – Pavilhão Butatã Núcleo Residências Ambientais (base Praça Monteiro Lobato no Butantã da área Sul-Oeste).

    D6 – Pavilhão Jabaquara Núcleo Memória Social e Política (Base no Sítio da Ressaca-Jabaquara da área Sul-Oeste).

  • A organização das áreas fins se dará através de cinco supervisões técnicas que integram e combinam o trabalho dos pontos de vista de um Museu e um Arquivo, guardando as questões particulares na perspectiva destas áreas de organização de acervos, mas apontando a necessidade da Curadoria e da Pesquisa se desenvolverem de maneira integrada. Assim sendo, o Departamento do Arquivo Histórico e do Museu da Cidade terão como suporte para suas ações e projetos os seguintes campos técnicos:


    E1 – Supervisão do Acervo e Sistema de Arquivos;

    E2 – Supervisão do Acervo e Sistema Museológico;

    E3 – Supervisão de Curadoria e Estudos;

    E4 – Supervisão de Pesquisa e Difusão;

    E5 – Supervisão de Conservação e Restauro.

  • F1 | Acervo Arquivístico


    F1.1 – Histórico | Documentação de Guarda Permanente da Administração Pública Municipal (URBE 1).

    F1.2 – Social | Fundos Particulares e Documentos Sociais (URBE 6).

    F1.3 – Arqueológico | Bens Arqueológicos do Centro de Arqueologia Urbana (Acervo Federal sob guarda do DPH) (URBE 1).


    F2 | Acervo Museológico


    F2.1 – Arte | Coleção de Arte da Cidade + Coleção História da Arte (URBE 4).

    F2.2 – Arquitetura | Coleção de Sítios e Edificações + Coleção de Mapas e Plantas + Coleção de Design e Mobiliário + Coleção de Indumentária e Moda (URBE 1, 3 e 5)

    F2.3 – Antropologia | Coleção Mario de Andrade + Coleção Dina Lévi-Strauss + Coleção Rossini Tavares + Coleção Lina Bo Bardi + Coleção Villas Boas + Coleção Abelardo Pinto (URBE 4 e 5).

    F2.4 – Imagem | Coleção de Fotos Autorais + Coleção de Fotos Iconográficas + Coleção de Audiovisual + Coleção de Dispositivos Técnicos da Imagem (URBE 2).

  • A operação “Meio e Institucional”, ou seja, aquela que permite e potencializa o funcionamento das áreas fins de atividade e projeto, serão divididas em três direções que realizarão a Gestão estratégica, a Administração dos recursos e o Direcionamento da instituição e suas políticas culturais. As três áreas se manterão no território central da cidade, sendo estas:

    C6 – Gestão de Equipamentos;

    C7 – Administração e Finanças;

    C8 – Diretoria e Assessorias.

  • URBE 1 – Arquivo Histórico e Arqueológico + Centro de Digitalização + Laboratório de Acervos.

    URBE 2 – Escritório de Equipamentos Culturais e Núcleo Educativo + Centro de Museologia.

    URBE 3 – Residências Artísticas + Escritório da Paisagem.

    URBE 4 – Centro de Referência do Modernismo + Gabinete do Desenho e Coleção de Arte.

    URBE 5 – Escola de Curadoria + Centro de Referência em Arquitetura, Moda e Design + Centro de Memória do Circo.

    URBE 6 – Biblioteca da Cidade + Acervo do Viver Afro + Centro de Patrimônio Imaterial e Social + Memória da Nação e da Independência.


  • Para uma organização das atividades públicas e de relacionamento constante com os cidadãos, os núcleos transversais garantirão um maior contato com os bens culturais disponíveis no conjunto do Arquivo e do Museu. Desta forma, eles visam aprimorar a Experiência Virtual em torno do acervo de bens e também são importantes para tradução das Pesquisas e Curadorias em diversos níveis de absorção social. Os quatro focos principais de ação cotidiana serão: Educativo, Editorial, Digitalização e Bibliotecas.

    C6 – Gestão de Equipamentos;

    C7 – Administração e Finanças;

    C8 – Diretoria e Assessorias.


    1 - Núcleo Editorial


    1.1 - Impressos (revistas, catálogos, mapas, folders e boletins).

    1.2 - Design Gráfico (marcas, desenvolvimento de aplicação de logos e comunicação).

    1.3 - Plataformas WEB (sites, boletins eletrônicos, redes sociais).

    1.4 – Edições Artesanais para Bibliotecas Especializadas.


    2 - Núcleo Educativo


    2.1 - Ação Educacional (“Jovens Monitores”, bolsistas Unifesp e alunos da Escola de Curadoria).

    2.2 - Atendimento de Público (público escolar, cidadãos e turistas).

    2.3 - Circuitos de Território Cultural (ônibus escola, roteiros de bairros e mapas criativos locais).

    2.4 - Programa de desenvolvimento de equipes (segurança, limpeza, manutenção, jardinagem e funcionários da prefeitura).


    3 - Núcleo Biblioteca


    3.1 - Gestão de Bibliotecas Especializadas da Cidade.

    3.2 - Catalogação (integração de bases de dados e itens bibliográfico).

    3.3 - Rede de Bibliotecas Especializadas nas 6 URBES e conectadas aos Centros de Referência (D1 História e Arqueologia; D2 Imagem e Espaço; D4 Arte e Artefatos; D3 Arquitetura do Território; D5 Cultura Urbana; D6 Memória Social).

    3.4 - Organização das coleções numa Curadoria Bibliófila (seguindo A1, A2, A3, A4, A5, A6 e A7).

    3.5 - Arquitetura de Módulos Biblioteca (salas de leitura, estantes de pé-direito integral e design de dispositivos ergonômicos).


    4 - Núcleo Digitalização


    4.1 – através do gerenciamento de conteúdos e arquitetura da informação, propor, desenvolver e atualizar sistemas de gerenciamento de informação do Arquivo Histórico e Museu da Cidade de São Paulo, bem como os sites e Portal de Acervos Artísticos e Culturais.


    4.2 - especificar e avaliar os equipamentos e os processos técnicos de reprodução e de reformatação a serem utilizados na digitalização de documentos dos acervos do Arquivo Histórico e Museu da Cidade de São Paulo, através de sua Comissão Técnica de Digitalização de Acervos de ambas as instituições, a fim de: garantir a conservação e a segurança dos documentos originais, visando à preservação e à integridade dos acervos a longo prazo; acesso universalizado e sua apropriação por todos os segmentos da sociedade e; promover a interoperabilidade entre os sistemas de gestão eletrônica de dados, atendendo padrões internacionais para arquitetura da informação.


    4.3 – estabelecer normas para a criação de cópias de segurança, matrizes de trabalho e cópia para disponibilização em meio eletrônico para os acervos digitalizados.


    4.4 – responder pelo armazenamento, manutenção e backup das cópias de segurança dos documentos digitalizados.