Museu da Cidade de São Paulo



O Museu da Cidade de São Paulo é uma rede de casas históricas formada por 12 exemplares arquitetônicos administrados pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). Criado em 1993, por meio do Decreto nº 33.400, sua conceituação e concretização vêm sendo feita progressivamente, ao longo de sucessivas administrações.

O núcleo conceitual e administrativo da rede situa-se no conjunto formado pelo Solar da Marquesa de Santos, Beco do Pinto e Casa nº 1, sede da Casa da Imagem de São Paulo. Integram também o Museu os seguintes espaços históricos: Casa do Bandeirante, Casa do Sertanista, Capela do Morumbi, Sítio Morrinhos, Casa do Tatuapé, Sítio da Ressaca, Monumento à Independência, Casa do Grito e, em 2008, foi agregada ao Museu a Casa Modernista.

A vocação de cada espaço foi definida a partir da identificação de suas características arquitetônicas, localização e valor histórico, social e antropológico.

Localizada no Centro da cidade, a sede do Museu é formada por um conjunto de imóveis que remontam ao século 18: Solar da Marquesa de Santos, Beco do Pinto e Casa da Imagem de São Paulo. Atualmente em obras de conservação e restauro, esses espaços museológicos têm entrega ao público programada para o final de 2010.

A Casa do Bandeirante, no Butantã, é um imóvel remanescente do final do século 18 e representa um encontro entre as culturas caipira e urbana. A construção cumpre também a função de rever a figura do bandeirante, destacando seu desempenho na configuração geográfica da cidade com a abertura de novos caminhos.

A Capela do Morumbi foi construída no século 20 e seu principal objetivo é abrigar exposições que estabeleçam relação entre a arte contemporânea e o patrimônio histórico.

A Casa do Sertanista, no Butantã (Caxingui), é um representante arquitetônico do século 18, cuja função é dar visibilidade à presença da cultura indígena na cidade. Sua reabertura está programada para o final de 2010, após conclusão das obras de restauro, conservação e acessibilidade da sede e do anexo.

O Sítio Morrinhos, na Casa Verde (Jardim São Bento), engloba elementos dos séculos 18, 19 e 20 e abriga também a sede do Centro de Arqueologia de São Paulo. Sua função será disseminar conteúdos científicos e históricos correspondentes à memória da arqueologia urbana paulistana. Ao final da adaptação do local ao projeto de paisagismo, a área externa também poderá ser usufruída pelo público.

A Casa do Sítio da Ressaca, construção do início do século 18, tem suas raízes vinculadas ao surgimento do bairro do Jabaquara. Atualmente, abriga atividades e iniciativas voltadas à promoção de fazeres artísticos e artesanais.

O Monumento à Independência e a Casa do Grito, ambos localizados no bairro do Ipiranga, retratam o contexto histórico do país nas duas primeiras décadas do século 19: o primeiro, de 1922, celebra o centenário da emancipação do Brasil; e a Casa do Grito, remanescente de técnicas construtivas do pau-a-pique simboliza o momento em que o país declarou-se independente de Portugal.

A Casa Modernista da Rua Santa Cruz, de autoria do arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik (1896–1972), projetada em 1927 e construída em 1928, é considerada a primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil. Pertence ao Museu da Cidade de São Paulo desde setembro de 2008.

O imóvel mais antigo de toda a rede é a Casa do Tatuapé, construída no século 17. Foi residência de imigrantes, no início do século 20 e, alguns anos mais tarde, sede de uma tecelagem – que fez do seu entorno uma vila. Dessa forma, a construção configura um registro do processo de expansão metropolitana que abrange o período industrial até a recente reestruturação econômica da cidade.

Além dos imóveis, o projeto inclui, também, atividades culturais e educativas permanentes, realização de exposições e eventos, implantação de projetos de uso especializado e qualificado nos espaços.

Em 2007, como parte do trabalho de implantação e consolidação do Museu da Cidade de São Paulo, a Petrobras patrocinou um conjunto de ações administrativas e culturais que possibilitaram a publicação do livro B.J. Duarte: Caçador de Imagens, assim como a aquisição de novos equipamentos e terminais de consulta para as casas históricas que formam o Museu da Cidade de São Paulo. Ações de conservação também foram subsidiadas pela empresa. Uma parcela significativa do acervo de negativos fotográficos foi digitalizada, higienizada e apropriadamente acondicionada.