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A Marquesa de Santos: uma mulher, um tempo, um lugar

A casa conhecida como Solar da Marquesa de Santos, na Rua Roberto Simonsen, antiga Rua do Carmo, no centro histórico de São Paulo, próxima ao Pátio do Colégio, é uma construção do século 18, que sofreu alterações ao longo do tempo. Ainda conserva características originais, assim como as marcas de todas as fases pelas quais passou.

Serviu como residência particular desde os tempos coloniais e de 1834 a 1867 nela morou Domitila de Castro Canto e Mello, a Marquesa de Santos, com sua família. Em 1880, foi comprada pela Mitra Diocesana para sede e residência do Bispado de São Paulo. De 1909 a 1967 abrigou a Companhia de Gás. Passou, em seguida, a propriedade da Prefeitura de São Paulo para, em 1975, tornar-se sede da Secretaria Municipal de Cultura, que depois a destinou ao Museu da Cidade de São Paulo, formado por um conjunto de casas históricas sob administração desta Secretaria.

Em novembro de 2011, após a finalização das obras de conservação e restauro do edifício, coordenadas pelo Departamento do Patrimônio Histórico, o Museu da Cidade de São Paulo reabre ao público, oferecendo aos visitantes a exposição A Marquesa de Santos: uma mulher, um tempo, um lugar, que toma como fio condutor a moradora mais conhecida desta casa – a Marquesa de Santos – para abordar São Paulo em meados do século 19.

No piso térreo é privilegiada a temática do espaço urbano, com foco na antiga Rua do Carmo (ou Rua de Santa Tereza) e arredores. No piso superior, a exposição propõe uma associação entre os cômodos da casa e seu uso residencial. Em dois pontos do circuito, ouvem-se trilhas musicais e poéticas.

A exposição põe o visitante diante da complexidade e da força de uma mulher arrojada para seu tempo mas que, justamente, aquele contexto de tempo e lugar permitiu existir. Vítima de violência doméstica (ainda muito jovem foi esfaqueada pelo primeiro marido), mulher divorciada (o divórcio era admitido pela Igreja como proteção a mulheres em situação de risco) e amante do Imperador do Brasil, teve 14 filhos (só 8 chegaram à fase adulta) e, na segunda metade da vida, destacou-se como grande dama paulista, sediada no velho Solar da Rua do Carmo. 

Figura romântica, mulher de negócios, militante política, paulista de raiz... quem foi, afinal, a Marquesa de Santos? Circulando por sua casa, o visitante tem à disposição uma variedade de elementos para formar sua própria visão desta grande personagem feminina e de São Paulo no século 19.

Curadoria e pesquisa: Heloisa Barbuy (Museu Paulista/USP)


Solar da Marquesa de Santos
Sede do Museu da Cidade de São Paulo

Rua Roberto Simonsen, 136
01017-020 - Sé – São Paulo SP
Telefone 11 3241 1081

Visitação de Terça a domingo, das 9h às 17h

    URBE República/Higienópolis

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